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Recasamento

        Nesse tópico, gostaria de escrever sobre este assunto, o “recasamento”. Este assunto é um dos problemas maiores com que se tem que lidar nos dias atuais no seio da igreja, quando digo igreja, me refiro as igrejas batistas  de linha históricas. Este assunto esta em concordância a um estudo sobre divorcio e casamento produzido pelo pastor Steve Montgomery, aqui pretendo ampliar o tópico e colocando de forma facilitada para leitura.

       Seria muito importante antes de formular uma doutrina, uma regra a seguir, que as igrejas batistas históricas e pastores levassem e consideração a quantidade de textos favorável e contrários para que esses norteassem sua maneira de procedimento quanto ao assunto que se permeiam nos meios batistas no seculo 20 e 21, onde temos as leis governamentais e a leis de Deus a seguir. Ainda seria importante ressaltar que esse assunto surge no meio Evangélico com Martinho Lutero que deu forte enfase em seus escritos sobre o recasamento sendo este influenciado pelo seu contemporâneo.

I – O ASSUNTO NOS EVANGELHOS

        Este assunto é tratado em três dos quatro Evangelhos. Três desses autores colocaram o assunto para diferente ótica de leitura por isso se percebe que cada um escreve diferente do outro, isso não mostra contradição mas apenas a ênfase para quem iria ler.

       No Evangelho de Matheus, o assunto é tratado no capitulo 19:3-12,    aqui nesse Evangelho, tem-se o assunto abordado para os leitores da lei, ou seja, os judeus da época de Jesus onde eles remetem a Deuteronômio 24:1-4 que tratava da carta de repudio que um homem poderia dar a sua mulher se achasse algo indecente nela. Eles fazem essa interrogação a Jesus, sabendo que nessa época havia duas escolas de  interpretação ou classe rabínica que cria de formas diferentes para o assunto,  um grupo acreditava que poderia dar carta de divorcio por qualquer motivo, se a mulher não cozinhava direito, se não era bonita se faltasse algum requisito banal,  o outro grupo acreditava, segundo Heliel que apenas por motivo de “fornicação” podeira ser dar carta de divorcio. Parece  que, através dessa pergunta, eles, os fariseus, queriam colocar Jesus ou de um lado ou do outro. Jesus nos versos 4-6 parece apresentar a eles um terceira opção, da qual eles não tinham imaginado, voltando ao inicio de quando Deus criará o homem, fazendo-o macho e fêmea e autorizando ao casamento e de duas pessoas de sexo diferentes, um homem e uma mulher,  fazendo uma carne somente, eliminando a possibilidade de divorciar-se “o que Deus ajuntou, não separe o homem”.

       Nesse texto pode-se perceber que Jesus mostra a importância e dever de voltar como era no principio, verso 8, “no principio não foi assim”, sequenciando o verso 9, Jesus diz que a carta de repudio somente poderia ser dado mediante o pecado de “fornicação” poderia dar carta de divorcio, o assunto aqui é a carta de divorcio e não a autorização para casar de novo, isto é visto no verso 10 onde os discípulos entenderam que Jesus não permitiu novo casamento, mas sim a carta de divorcio nesse caso “não convém o homem casar”, se Jesus permitira novo casamento por que os discípulos ficaram espantados com a resposta de Jesus? No verso 11 e 12, Jesus mostra qual a condição seria a daqueles em relação ao casamento e a carta de divórcio, tornar-se “eunuco” por amor ao reino de Deus. Precisa-se lembrar, que Jesus diferente de Deuteronômio 24, ensina que se  a mulher repudiada a casar novamente, comete adultério e quem casar com ela comete adultério também não sendo um segundo casamento mas um estado de pecado.